Remédio contra câncer faz mulher negra perder cor da pele

Paula Edwards/Arquivo Pessoal

Uma mulher com câncer declarou que está perdendo a identidade negra por estar gradualmente perdendo a coloração da pele. Paula Edwards, de 54 anos, foi diagnosticada com câncer terminal em 2012 e médicos declararam que ela teria 12 meses de vida. Paula desafiou a previsão, mas em um raro efeito colateral do tratamento, ela está deixando de ser negra.

Após passar pela quarta cirurgia ano passado, ela começou a tomar Votrient, comprimido que causa efeitos colaterais como bolhas na língua e nas mãos, mas o uso das drogas também fizeram sua pele começar a clarear drasticamente. De acordo com especialistas, há uma possibilidade de que o tom de pele de Paula continue perdendo a tonalidade negra a ponto de ela parecer caucasiana.

Ela, que já foi acusada de clarear a pele de propósito. agora está rezando para não se tornar realmente branca e revelou ao jornal britânico Daily Mail que sua filha de 9 anos não a reconhece como mãe. “Sinto como se tivesse perdido minha identidade. Comecei a notar a diferença quando vi uma foto minha com minha filha no aniversário de 18 anos dela ano passado. A mudança era muito sutil, eu ainda era bem escura, mas então o clareamento começou a progredir. Em novembro, já era muito aparente”, contou. “Não quero soar ingrata, pois ainda estou aqui, mas não estou feliz que perdi minha cor”.

Apesar de rara, essa perda de pigmentação da pele não é incomum e é reconhecida nos livros de medicina da área, porém não é tão notável em pessoas que já têm a pele clara. Para tentar ajudar mulheres negras que já passaram ou ainda vão passar por essa mudança, Paula Edwards criou o grupo de apoio Sista’ Against Cancer. “Apesar de entender o que as outras mulheres diziam, elas não compreendiam minha situação enquanto uma pessoa negra”.

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