Homem branco diz sentir-se como asiático e é definido como “transracial”

ABC News / Reprodução

O norte-americano Ja Du se chamava Adam, mas decidiu trocar de nome, assim como de estilo de vida, para se adaptar à nacionalidade à qual se sente pertencente: a de um homem filipino. Morador da cidade de Tampa, na Flórida, ele se considera “transracial”. No dicionário, o termo remete a uma filho de pessoas com etnias diferentes, mas para o rapaz, significa que ele é um asiático vivendo na pele de um americano. “Sempre que escuto a música ou estou por perto das comidas de lá sinto que esta é minha etnia. Assisto ao History Channel por horas e nada me intriga mais do que o que for relacionado à cultura filipina”, afirmou o rapaz em entrevista ao jornal norte-americano USA Today.

A ideia de ser transracial toma conta da vida de Ja Du, que adotou até mesmo o Tuk Tuk, carrinho local, como forma de transporte pelas ruas da cidade. Ele chegou a criar uma página no Facebook para reunir pessoas que, assim como ele, não se sentem pertencentes ao país onde nasceram. “Precisei ter certeza que não era só eu, porque se fosse só eu que me senta assim devia ter algo errado, eu seria uma pessoa estranha. Criei o grupo para espalhar a mensagem e pessoas começaram a curti-lo, pessoas começaram a me mandar mensagens sobre os conflitos com eles mesmos.”, afirmou. Psicólogos dizem nunca terem se deparado com casos semelhantes, mas “Contanto que ele não esteja machucando a si mesmo ou a outra pessoa, não vejo problema com isso. Quando mais conhecimento alguém tem sobre si mesmo, mais feliz você pode ser”, afirmou Stacey Schreckner, profissional da região na qual Ja Du mora.

Nas redes sociais, porém, as pessoas não aprovaram a iniciativa. Após aparição do grupo nas TV, uma série de comentários direcionados aos 90 seguidores apareceram. “Você acha que eu seria aceita se tatuasse meu corpo todo de rosa? Sempre me identifiquei com o rosa e objetos que são rosas. Acho que vou fazer isso”, brincou Rhonda Wheeler, uma das usuárias, por um comentário em foto. “Isso é basicamente um grupo de pessoas loucas que têm problema de identidade. Todos eles precisam ver psiquiatras e tomar medicamentos, certo?”, afirmou outro internauta, avaliando a página com uma estrela. Mesmo com a visão “negativa”, os usuários comemoraram as aparições na televisão norte-americana.

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