Último rinoceronte-branco do mundo está no Tinder para salvar espécie

Ol Pejeta Conservancy / Divulgação

O último rinoceronte-branco do norte, macho, está em extinção. O animal vive cercado 24 horas por três seguranças armados com rifles e óculos de visão noturna, para que ninguém se aproxime indevidamente. Sudan, como é chamado, tem 42 anos e está solteiro em busca de uma parceira para reprodução. Por isso foi feita uma parceira com o Tinder, criando um perfil para o animal, com o intuito de arrecadar fundos para uma fertilização in vitro.

O animal vive no conservatório Ol Pejeta, no Quênia, onde recebe todos os cuidados necessários.  Porém, as tentativas de acasalamento com as fêmeas do local não tem dado certo. O objetivo da campanha em parceria com o aplicativo de relacionamento é conseguir arrecadar o valor de 10 milhões de dólares para realizar a fertilização. Em seu perfil, Sudan é descrito como um tipo raro, que gosta de comer grama e relaxar. “Eu reajo bem sob pressão…tenho 1.83 m de altura e peso 2,2 mil kg, se isso importa”, foi escrito.

Ol Pejeta Conservancy / Divulgação

A segurança ao redor do rinoceronte é intensa para impedir que ele não seja atacado e abatido por caçadores. Os seres humanos vão atrás do chifre, que chega a ser vendido por até 100 mil dólares (R$ 315.000) o quilo, por conta de suas supostas capacidades curativas.

Os 42 anos do animal equivalem a 100 anos humanos, e por isso a campanha se tornou mais que urgente, devido a dificuldade de reprodução e a própria a ameaça do tempo. Os usuários do aplicativo podem doar qualquer quantidade para colaborar com a salvação da espécie. Enquanto isso, cientistas de todo o mundo realizam pesquisas sobre a realização da fertilização in vitro, que  jamais foi feita em um rinoceronte.

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