Rã fluorescente inédita é encontrada na Argentina

Museu Argentino de Ciências Naturais / Reprodução

A primeira rã fluorescente do mundo, que emite brilho verde quando exposta a luz ultravioleta, foi encontrada por cientistas na Argentina. Os pesquisadores encontraram o animal, por acidente, ao estudar os pigmentos da pele de rãs de árvore de polca-ponto na Amazônia. O sapo tem um tom esverdeado com manchas vermelhas em luz normal, mas os pesquisadores ficaram surpresos ao descobrir seu brilho fluorescente quando submetido a luz UV.

Os pigmentos fluorescentes da pele absorvem luz em comprimentos de onda curtas, essa luz é reemitida posteriormente em comprimentos de onda mais longos. Essa característica é incomum em animais que vivem em terra, mas pode ser encontrado em algumas criaturas subaquáticas, como certas espécies de água-viva. O produto químico que dá ao sapo seu brilho esverdeado nunca tinha sido encontrado em vertebrados antes.

“Isso é muito diferente dos fluoróforos encontrados em outros vertebrados, que geralmente são proteínas ou cadeias polêmicas”, explicou a Doutora Maria Gabriella Lagoria, fotoquímica da Universidade de Buenos Aires, para o jornal britânico Daily Mail.

Os pesquisadores do Museu Bernardino Rivadavia, de Ciências Naturais de Buenos Aires, descobriram que a fluorescência da rã aumentou seu brilho em até 30%. A descoberta pode significar que outras espécies anfíbias têm um brilho fluorescente. Particularmente, dizem os pesquisadores, anfíbios com pele translúcida como o sapo que encontraram. Lagoria disse esperar que a descoberta inspire outros cientistas a procurar anfíbios brilhantes. Ele disse que espera que os cientistas “comecem a carregar uma lanterna UV para o campo”.

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