Projeto nordestino faz deficientes visuais “verem” fotografias feitas por eles

Fotografia Tátil / Divulgação

Um projeto desenvolvido pelo Departamento de Arquitetura e Urbanismo da Universidade Federal do Ceará (UFC) utiliza impressoras 3D para fazer com que pessoas cegas consigam “sentir” fotografias feitas por eles mesmos. Batizada como “fotografia tátil”, a técnica é desenvolvida por um grupo de extensão em três partes diferentes. A primeira consiste em uma oficina com fotógrafos profissionais, para criar intimidade entre os deficientes visuais e a câmera. Durante o processo de fotografia, monitores ficam ao lado dos fotógrafos para detalhar todo o espaço ao redor deles, mas sem interferir em nenhum dos cliques. Aqueles que têm baixa visão são vendados na hora de fotografar para que aquele sentido não atrapalhe a experiência.

A segunda etapa é computadorizada: as fotos são processadas e diferentes algoritmos são gerados para que aquela imagem seja enviada à impressora. Por fim, a foto é gerada em uma espécie de tela. “Durante o processo, surgem algumas dificuldades. Para que a gente alcance o objetivo, ou seja, para que as pessoas com deficiência visual possam sentir a fotografia, é necessário que as imagens não sejam muito abertas e que os detalhes sejam priorizados”, relatou o professor Roberto Vieira, idealizador do projeto, em entrevista à TV Verdes Mares. A expectativa agora é de que o projeto, com três anos de existência, ganhe os olhares do público em exposições de arte.

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