População mundial descende de um único grupo de africanos

Vince Smith/Flickr

Em uma série de análises genéticas, cientistas avaliaram que todos os não-africanos descendem de uma população que apareceu na África entre 50 e 80 mil anos atrás. Três grupos de estudiosos coletaram o DNA de diversas culturas ao redor do mundo, muitas das quais não haviam sido testadas antes, e organizaram os genomas de 787 populações indígenas. Cada time de pesquisadores abordou questões diferentes a respeito das origens, no intuito de compreender a expansão humana a partir do continente africano.

Um grupo de cientistas estudou os genomas de aborígenes da Austrália e Papua-Nova Guiné. Enquanto isso, uma outra equipe analisava amostras coletadas de populações da Europa e da Ásia, como também algumas poucas da África e Austrália. Um terceiro time organizou um banco de dados contendo 300 genomas de 142 populações de todos os continentes habitados.

Os dados, que foram estudados separadamente por cada grupo, levaram os estudiosos à mesma conclusão – de que as pessoas de todos os lugares do mundo eram descendentes de uma única migração dos primeiros humanos da África. Embora os resultados indiquem que o êxodo tenha ocorrido entre 50 e 80 mil anos atrás, no caso específico da Papua-Nova Guiné, o DNA de 2% das pessoas estudadas datavam de uma geração mais antiga de africanos que teria deixado o continente há cerca de 140.000 anos atrás e depois desapareceram. “Vivendo em grupos pequenos, eles não devem ter sido tecnologicamente avançados”, disse o co-autor de um dos estudos, Luca Pagani, ao The New York Times. “Talvez tenha sido fácil para uma geração maior e mais tardia exterminá-los”, sugere.

 

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