Polônia pede extradição de oficial nazista encontrado nos EUA

NBC News/Reprodução

Ainda hoje, surgem notícias de oficiais nazistas que se refugiaram em vários lugares do mundo após a Segunda Guerra Mundial e levaram vidas pacíficas, até terem sua verdadeiras identidades reveladas. A história de Michael Karvoc é uma das mais recentes. Hoje um pacato cidadão norte-americano de 98 anos, teria sido o comandante da Legião de Autodefesa Ucrânia, uma das forças mais letais subordinadas à SS. As informações são do El País.

O caso foi revelado por uma investigação da Associated Press, quatro anos atrás. Na época, o ministério público alemão tentou processar Karvoc, mas sua família apresentou laudos médicos que afirmavam sua incapacidade para ser julgado. Um de seus filhos também afirmou que não existiam provas de que seu pai era “a fera de Chlaniów” – nome do povoado polonês que ele supostamente teria dizimado junto com sua Legião.

Mas segundo a reconstituição da AP, baseada em documentos e testemunhas oculares, Karvoc ingressou no exército alemão em 1941 e foi ascendendo em suas fileiras. Então, em 23 de julho de 1944, Karvoc teria comandado seus homens em uma operação que dizimou o povoado para vingar um oficial morto. Seu rastro ressurge apenas em 1949, quando ele pede sua entrada nos EUA e, dez anos depois, recebe a cidadania norte-americana.

Wikipedia/Reprodução

Apesar de a justiça alemã ter abandonado o processo, promotores poloneses decidiram levá-lo adiante; mas como a lei do país não permite o julgamento de réus ausente, eles pediram a extradição de Karvoc para que o caso possa ser reexaminado. Para isso, tentarão um novo laudo médico, através de profissionais independentes.

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