Nova técnica de fertilização pode criar “bebês sob medida”

Pixabay/Reprodução

Gametogênese in vitro, ou IVG, é uma técnica que pode permitir que qualquer tipo de célula seja programada dentro de um esperma ou um óvulo. A hipótese de ir mais longe quando o assunto é fertilização tem deixado pesquisadores preocupados. Com ela, seria possível escolher as características que nós desejamos para as nossas crianças. Ou seja, teríamos humanos geneticamente modificados.

Segundo Glenn Cohen, professor de direito de Harvard e um dos autores de um editorial na Science Translational Medicine, o IVG pode permitir que você muito facilmente reproduza um grande número de embriões e, o CRISPR, que esses óvulos sejam facilmente editados para que ocorra uma escolha de opções genéticas ao seu gosto antes da inseminação. “É um pouco como a diferença entre a pintura de Michelangelo na capela sistina, e alguém tentando criar uma obra parecida em seu computador com o Photoshop”, explica ao Gizmodo. “O Michelangelo moderno pode gerar muitas cópias da arte, tentar mil variações, e então ver qual ficou melhor. Essa é a possibilidade (bem no futuro) levantada pela combinação do IVG com o CRISPR”.

A hipótese ainda é distante. A técnica só foi demonstrada em cobaias. Embora o CRISPR seja como uma ferramenta de “recorta e cola” do DNA, a precisão total ainda não pode ser garantida. Nos Estados unidos é proibido modificar geneticamente um embrião humano. Colocando as questões éticas a parte, a vantagem seria permitir que as mulheres que tem dificuldade de engravidar conseguissem o feito através de um trabalho médico que criaria óvulos de outras células.

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