Mulher sobrevive a 32 facadas e casa com bombeiro que a salvou

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A americana Melissa Dohme levou mais de 30 facadas do seu ex-namorado que a abandonou para morrer, mas conseguiu sobreviver. Vindo de um relacionamento abusivo com Robert Vurton, sentiu que as coisas começaram a complicar quando ela entrou para a universidade. Em entrevista para o BBC, Melissa conta que ele sempre a diminuía e não queria que ela tivesse sucesso. Cansada de viver presa ao relacionamento, tentou se separar, mas foi ameaçada. “Ele dizia que se mataria se eu o deixasse”, revela.

A situação se agravou ainda mais quando ele partiu para agressão física. Em outubro de 2011 eles foram pra casa com ela na direção do carro, pois ele havia bebido. Robert, que era tido por ela como um príncipe engraçado e gentil no início do namoro, havia dito que Melissa tinha fechado a porta antes dele terminar de falar, ficou furioso e então, começou a bater nela. Ela acionou a polícia e ele foi preso. Acusado de violência doméstica, foi sentenciado a 10 horas na prisão.

O pesadelo parecia ter fim já que algum tempo depois Robert começou um novo namoro e nunca mais incomodou Melissa. No entanto, em 24 de janeiro de 2012, ele ligou pra ela às 2h da manhã dizendo que havia ido ao tribunal naquela manhã para resolver o caso deles e que precisava dar um desfecho àquela relação terrível, necessitando de um abraço. Além disso, prometeu que se ele conseguisse a encontrar mais uma vez, ela ficaria em paz para sempre.

A intuição de Melissa dizia para ela não ir, mas mesmo assim ela foi com um spray de pimenta e o celular para qualquer situação que fugisse do seu controle. Assim que chegou no encontro, ele estendeu os braços para lhe dar um abraço e com um canivete na mão, começou a esfaqueá-la. Melissa tentou reagir, deu alguns socos no ex-namorado, gritos, até uma garota viu a situação e acionou a polícia. Preocupado em matar ela antes que a polícia chegasse, pegou uma faca maior, com uma lamina de serra, a atacou e lhe deixou caída na estrada. Das 32 facadas, 19 foram na cabeça.

 

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Melissa estava quase inconsciente quando um policial chegou para ajudá-la. Ela foi levada ao hospital, ficou internada na UTI e teve uma longa recuperação. Ao olhar para o espelho, só conseguia chorar. Se encontrava devastada aos 20 anos de idade. Recebeu implantes nos dentes e ficou com algumas cicatrizes. Não conseguia pensar em outro relacionamento, mas acreditava que poderia usar sua experiência para ajudar outras pessoas. Ela foi tomada pela responsabilidade em falar para as pessoas que elas mereciam ser amadas, respeitadas e valorizadas.

Em outubro de 2012, em uma das suas palestras, conheceu a equipe de emergência que salvou a sua vida. Um dos bombeiros, Cameron, convidou ela e sua mãe para um jantar no seu quartel na semana seguinte e, desde então, ela não conseguia pensar em outra coisa. Quanto mais eles se encontravam, mais ela gostava dele. “Sentia como se pudesse conversar com ele para sempre, e foi então que ficou claro que havia algo especial ali.”

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Cameron e Melissa começaram a namorar e ele a acompanhou em agosto de 2013 no tribunal quando ela ficou em frente ao homem que tentou lhe matar. Na sua vez de testemunhar, Robert, o ex, tentou lhe intimidar olhando fixamente para ela, mas ela se manteve firme. Ele foi sentenciado à prisão perpétua sem direito a liberdade condicional. Agora sim Melissa se sentia em paz.

Melissa decidiu voltar aos estudos e cursar Administração de Empresas e Liderança Organizacional para dedicar sua vida às palestras contra a violência doméstica. Alguns anos depois, foi convidada para fazer o primeiro arremesso de um jogo de beisebol, em reconhecimento ao seu trabalho com palestras em escolas sobre relacionamentos violentos. Foi quando, no campo, notou que não havia nenhuma bola para arremessar. Na hora, Cameron entrou para lhe entregar uma. Nela, estava escrito: ‘Casa comigo?’.

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O casamento de Melissa e Cameron ocorrerá em algumas semanas. Ele continua trabalhando como bombeiro e ela conseguiu se formar. Grata, olha para trás trazendo um grande aprendizado. “Hoje, sinto-me muito abençoada por estar aqui. Sei que o ataque foi só um dia da minha vida, e isso nunca vai definir quem eu sou”.

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