Mais de três trilhões de insetos nos sobrevoam por ano

Unsplash/Pixabay

Um estudo feito por cientistas britânicos mediu, pela primeira vez, a migração de insetos que voam a grandes altitudes. Os resultados mostraram que, a cada ano, mais de três trilhões e meio deles sobrevoam as regiões. Essa movimentação traz impactos aos ecossistemas entre os quais os insetos migram de forma direta e indireta: diretamente, através do influxos de predadores, presas e concorrentes, e indiretamente, por vetorização de nutrientes, energia e patógenos – organismos, como vírus, fungos e bactérias, que causam doenças em outros organismos, podendo variar de um resfriado à meningite.

O estudo foi conduzido no Reino Unido e de acordo com seu autor, Jason Chapman, se as densidades observadas no sul da Inglaterra forem parecidas ou maiores que outras partes do planeta, essa migração representaria os movimentos anuais de animais mais importantes em terra. Juntos, os insetos acumulam um total de 3,2 mil toneladas de biomassa, um peso equivalente a cerca de 800 elefantes grandes. Em quase qualquer lugar do mundo, essa quantia deve ser maior, especialmente nas regiões mais quentes“, disse Chapman ao jornal norte-americano The Los Angeles Times.

O estudo contou insetos migrantes de todos os tamanhos, que voassem a no mínimo 152 metros, pouco mais que um prédio de trinta andares. A equipe utilizou um radar entomológico que permitiu que eles definissem a massa corporal, altitude de voo, além de outras informações sobre os insetos que pesavam a partir de 10 miligramas. Este radar, no entanto, não consegue medir com precisão o número de insetos menores, que são mais numerosos. Para monitorá-los, os pesquisadores tiveram que capturá-los com uma rede aérea.

Os estudiosos verificaram que 99% dos insetos que migravam pela área estudada pertenciam ao menor grupo (aqueles que são menores que uma mosca comum). Apesar disso, eles correspondiam somente a 80% da biomassa total. Os de porte médio representavam 12% do valor total, com uma população de 15 bilhões e os grandes, 7%, com 1,5 bilhão.

Além disso, a equipe também descobriu que 70% do movimento de biomassa causado pela migração ocorria durante o dia, geralmente em direção ao norte na primavera e ao sul no outono. “Esses insetos representam um mecanismo subestimado para a redistribuição de nutrientes e energia”, acrescentou.

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