Índia: 180 milhões participam da “maior greve da história”

litci.org/reprodução

Um total de 180 milhões de pessoas saiu às ruas da Índia, em um dia de greve em protesto ao primeiro-ministro Narendra Modi.
A “maior greve da história”, como defendem os organizadores, foi realizada por conta da política econômica de Modi, principalmente, seus planos de privatização de serviços públicos. Vários bancos estatais, órgãos do governo, e fábricas fecharam no último dia 2 de setembro e o transporte público foi interrompido, para que os trabalhadores atendessem ao chamado das centrais sindicais.

“Esse protesto é contra o governo, esse protesto é em defesa dos trabalhadores. Nossa greve foi um sucesso, vamos provar que essa foi a maior greve da história”, disse Ramen Pandey, membro do Congresso Indiano de Sindicatos, a Al Jazeera.

Entre os manifestantes, estavam professores, carteiros, trabalhadores da construção civil, e funcionários públicos em geral. O estopim para a manifestação foi o fracasso de negociações entre os sindicatos e ministro das finanças Arun Jaitley, que se recusou a aumentar o salário mínimo de 6.396 rupis (R$ 312) para 9.100 rupis (R$ 443). A recusa do ministro se somou aos planos do governo de fechar fábricas e expandir os investimentos estrangeiros com a venda de companhias estatais. Serviços essenciais não foram prejudicados pela greve.

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