Cientistas descobrem que não é exatamente a nicotina que provoca vício em fumantes

Kruscha/Pixabay

Uma pesquisa conduzida por cientistas norte-americanos analisou o alívio supostamente causado pelo consumo de nicotina. Os resultados sugerem que a sensação é causada mais pela crença do usuário no efeito da substância do que pela substância propriamente dita. O estudo, publicado no jornal científico Frontiers in Psychiatry, utilizou 28 fumantes crônicos entre os 30 e 50 anos que não demonstravam interesse em abandonar o hábito.

Os participantes que fumavam um cigarro de nicotina não demonstraram satisfação somente em fumá-lo, necessitando da convicção de que o fumo causaria alívio. Os testes foram feitos a partir de visitas nas quais os fumantes recebiam um cigarro e depois eram submetidos a testes de ressonância magnética enquanto participavam de um jogo envolvendo tomada de decisões.

Em cada uma das quatro visitas as condições eram avaliadas de formas diferentes: Os participantes recebiam sempre um cigarro, fosse ele de nicotina ou placebo, e algumas vezes consumiam um acreditando ser o outro, e vice-versa. Os resultados mostraram uma ativação neural correlacionada com sinais de desejo e aprendizagem quando os fumantes consumiam um cigarro de nicotina e também quando acreditavam que o cigarro continha a substância – mesmo sendo um placebo. No entanto, quando os participantes consumiram os cigarros de nicotina acreditando se tratar de um placebo, o cérebro já não emitia os mesmos sinais.

“Nós focamos na atividade neural do córtex insular, que é uma área chave do cérebro associada com a ânsia por drogas e vícios”, disse a co-autora do estudo, Dra. Xiaosi Gu, no site de um dos institutos que conduziu a pesquisa, Virginia Tech Carilion Research Institute. “Esses resultados sugerem que o usuário precisa acreditar na presença da droga para que ela tenha efeito”, conclui.

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