Chocolate em pó é usado como droga estimulante

petitgastro.com.br/reprodução

Uma nova vertente de consumo de chocolate está sendo difundida no mundo. A guloseima está se convertendo em droga e é utilizada em festas como estimulante. E o consumo não é o convencional, o uso é feito pelas narinas, com uma mistura de cacau moído, menta e gengibre feita para ser aspirada.

De acordo com o jornal argentino La Nación, o “produto” é apontado pelos usuários como uma alternativa mais “segura” que drogas pesadas. A nova “droga” tem sido consumida, sobretudo, em eventos alternativos na Europa, em países como Alemanha e norte da Europa. Uma delas, a Lucid, realizada um domingo por mês em Berlin (Alemanha), utiliza o chocolate como o único estimulante para fazer o público dançar até o amanhecer.

Diogo Carvalho/DP

O cacau provoca uma injeção intensa de endorfinas no sistema circulatório, causando euforia. As altas taxas de magnésio encontradas no produto ajudam no relaxamento dos músculos e melhoram as funções cognitivas. O uso alternativo do chocolate começou a se difundir em 2007 quando um dos principais especialistas em chocolate do mundo, o belga Dominique Persoone, desenhou um aparelho para aspirar chocolate, com mais de 25 mil unidades vendidas desde então, de acordo com a fabricante.

Persoone, inclusive, é o responsável pela fórmula ideal para a aspiração do produto. Ele testou o cacau puro, porém não era forte o suficiente. Ele então decidiu misturar com um pouco de pimenta, mas o processo se tornou bastante doloroso. Depois chegou à fórmula mágica: cacau em pó, menta e gengibre. O material é colocado no aparelho e ao apertar de um botão é lançado nas narinas. De acordo com Persoone, a escolha dos materiais não é por acaso. A menta e o gengibre ativam o olfato e o paladar, e o efeito do chocolate se concentra no cérebro.

Reprodução/The Chocolate Line

A nova “droga” ainda não tem registrado nenhum caso de usuário viciado. “Os efeitos de aspirar chocolate ainda não foram estudados”, disse o médico psiquiatra André Herane ao La Nación. Sem estudos sobre o caso, não é possível também cravar que a “droga” seja inofensiva.

“O chocolate tem várias propriedades que o fazem ser uma substância viciante e obviamente causa um efeito no cérebro”, frisa Herane, opinando que o chocolate deveria ser definido como uma droga. “Ele pode ter um efeito compulsivo. Quem o consome precisa aumentar a dose para sentir o mesmo efeito de prazer”. O uso aspirado leva a um efeito quase imediato, diferente da ingestão oral. “Ele vai diretamente dos pulmões ao sangue que o leva ao cérebro” .

 

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