Cearense usa sucata para construir prótese

TV Globo / Reprodução

O cearense Ari Ribeiro teve parte do braço direito amputado após sofrer uma forte descarga elétrica na cidade de Fortaleza, no Ceará. Surdo e com dificuldades de comunicação, mas desde cedo com o “dom” de construir objetos do nada, ele dedicou dias de trabalho na construção de próteses que substituíssem a mão. Tampas de panela, canos de alumínio e até mesmo cabos de freio de bicicletas foram transformados em um braço funcional com investimento de cerca de R$ 400. Pouco tempo depois, Ari recebeu uma prótese do Sistema Único de Saúde (SUS), com valor estimado em R$ 30 mil, objeto que logo passou adiante por não funcionar de forma tão eficaz quanto a própria criação.

“Desde criança que ele era muito curioso”, afirmou Maria do Socorro Ribeiro, mãe de Ari, em entrevista ao programa Fantástico. O primeiro mecanismo feito pelo cearense consiste em dedos de cano de alumínio emborrachados ligados a cinco cabos de freio de bicicletas, que com o auxílio de movimentos dos ombros permitem que ele dirija automóveis e até mesmo trabalhe em novas criações. Não satisfeito apenas com a primeira mão criada, Ari resolveu se inspirar no filme O Exterminador do Futuro para criar outra prótese, desta vez elétrica. Um pedaço de extintor de incêndio foi um dos materiais utilizados, mas como o equipamento ficou com 5 kg, não foi utilizado pelo inventor.

Agora, todas as atenções do cearense são voltadas na construção de uma prótese elétrica de alumínio, tão bem projetada que conta até mesmo com as mesmas dimensões da mão dele. No futuro, ele espera que a invenção ajude aqueles que têm problemas semelhantes ao dele. “A intenção dele é compartilhar a ideia com outras pessoas que não tem o recurso. Vejo ele trabalhando e o esforço dele me reanima. A cada dia que passa ele me dá uma lição de vida”, afirmou José Rosivelton Ribeiro, irmão de Ari.

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