Polêmico estudo prevê tendência criminosa em crianças de 3 anos

Rod Waddington/Flickr

De acordo com um polêmico estudo da King’s College London, um quinto da população é responsável por quatro quintos dos crimes registrados. Ou seja, apenas duas em cada 10 pessoas respondem por oito de cada 10 crimes investigados pela polícia. E, mais grave, a pesquisa alega que é possível identificar quando a pessoa é considerada “de risco” com uma bateria de testes aplicados quando o indivíduo tem apenas três anos de idade. A conclusão é feita com base na avaliação de mais de mil neozelandeses, acompanhados desde 1972 até completarem 38 anos de idade. Os testes consistem em avaliações de habilidades linguísticas e motoras, além do grau de frustração e impulsividade de cada criança. A correlação estabeleceu que os piores colocados nos exames tinham 26% mais chances de vir a participar de grupos que geram danos à sociedade.

Durante os testes, as crianças tiveram que nomear e descrever imagens para avaliar seu vocabulário e a qualidade de sua fala. As habilidades motoras foram medidas em testes que as faziam andar em linha reta e manter-se equilibradas em um pé. Os resultados também mostraram que as crianças de três anos com menos desempenho das funções cerebrais tinham 38% mais chances de buscar benefícios, 22% mais de tornarem-se pais irresponsáveis, 25% mais de serem fumantes e 15% mais de serem obesas. O grupo com menor desempenho também estava ligado à criação sem participação dos pais e a um aumento da necessidade de benefícios sociais e no investimento em pernoites em hospitais.

Um dos testes principais monitorou suas emoções mediante tarefas que podem causar estresse, avaliando frustração, persistência, impulsividade e inquietude. “Essencialmente, algumas dessas crianças se comportavam como se tivessem dois anos e meio, ou seja, com seis meses de atraso. Para esses indivíduos, a vida realmente é uma baralha, as oportunidades são limitadas e o aprendizado de novas habilidades não é fácil” disse um dos pesquisadores, professor Terrie Moffitt, ao jornal britânico Daily Mail“Cerca de 20% da população está usando a maior parte de uma variedade de serviços públicos”, acrescenta. “Essas mesmas pessoas usam a maior parte do Sistema Nacional de Saúde, das cortes criminais, as reivindicações por lesões incapacitantes, prescrições farmacêuticas e benefícios sociais”, completou.

Dessa forma, a pesquisa conclui que estas crianças se tornam 20% “mais caras” para a sociedade. Apesar de controversa, por sugerir que a vida de alguém é estabelecida nos primeiros anos, a pesquisa sugere que as crianças consideradas “de risco” podem ser identificadas e ajudadas, de forma a tentar contornar o problema.

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