Brasileiro ajuda a criar jardim que anda pelas ruas e melhora qualidade do ar

Hortum Machina é o primeiro jardim ambulante completamente autônomo do mundo, uma invenção do arquiteto brasileiro Danilo Sampaio e do engenheiro maltês William Victor Camilleri com o apoio da escola de arquitetura Bartlett. O jardim máquina, uma megaestrutura redonda feita de alumínio reciclável e recheado de plantas nativas, traz benefícios tanto para as próprias plantas, quanto para os seres humanos. Ele é capaz de procurar sol ou sombra no momento certo e melhorar a qualidade do ar respirado pelas pessoas.

“Nossa intenção é criar uma extensão de um parque. As plantas saem de uma zona limitada e vão para locais onde não há área verde”, explica Sampaio. De acordo com ele, o sistema também tem uma tecnologia para detectar poluição. “Ele consegue deixar a esfera parada em um lugar por um tempo prolongado até que o ar daquela região melhore”, afirma.

“Esse projeto permite também espalhar sementes pela cidade, em locais onde as árvores nativas foram retiradas”, acrescenta o arquiteto. O desaparecimento progressivo das plantas nativas tem um impacto muito grande sobre a biodiversidade e, consequentemente, sobre a saúde humana.

No processo, os pesquisadores conectam as plantas a um sistema de informações: um minicomputador chamado Raspberry Pie que, ao captar dados externos – como chuva ou sol – pode transformá-los em movimento. Hortum Maquina é um robô esférico que obedece ao desejo das plantas. Ou seja, se a maioria delas achar que o sol está muito forte, a esfera inteira vai descansar na sombra. Quando chove, ela gira para que todas as folhas sejam molhadas.

O arquiteto acrescenta que o Hortum Maquina precisará de investimentos para que possa ser implementado nas cidades do futuro e as plantas também precisam ser nativas da região para sobreviverem sem intervenção humana.

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