Estudo relaciona tipos de foto no Instagram à depressão

Marco Verch / Creative Commons

Uma pesquisa das universidades de Harvard e Vermont, nos Estados Unidos, relacionou postagens no Instagram com depressão, após analisar mais de 44 mil imagens de voluntários na rede social. O estudo, focado em 166 pessoas ao redor do mundo, concluiu que indivíduos com depressão preferiam filtros mais escuros e contrastados nas imagens. O pouco envolvimento dos seguidores com as publicações também era um indicativo da doença, afirmou o trabalho publicado na plataforma ArXiv.

“Na análise associando humor, cor e saúde mental, indivíduos ‘saudáveis’ relacionavam cores mais escuras com sentimentos negativos e preferiam cores mais brilhantes e vivas”, explicaram os cientistas na pesquisa. O filtro “Inkwell”, responsável por transformar fotos coloridas em preto e branco, foi o mais utilizado entre os participantes diagnosticados com depressão. Esses participantes também postavam fotos com mais frequência e com presença constante de rostos, mas com pouca variedade. “A quantidade menor de rostos nas fotos pode ser um indicativo de que usuários depressivos interagem em menores grupos sociais, o que está de acordo com pesquisas anteriores ligando depressão com interação social reduzida”, explicam os autores da pesquisa ao jornal Washington Post.

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Uma foto publicada por Arpit Dungarwal (@arpitcd_999) em

O estudo deve passar por uma revisão e ser publicado em uma revista científica dentro dos próximos meses. A pesquisa surgiu dois meses depois da Microsoft lançar uma análise aliando buscas no Google com detecção de câncer no pâncreas e expõe os novos caminhos buscados por especialistas para usar as redes sociais como aliadas para a detecção de doenças.

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