Cresce número de tartarugas marinhas mortas em Ipojuca, afirma ONG

 Layse Cristine / Divulgação

Um total de 28 tartarugas foram encontradas mortas nas praias de Ipojuca, Litoral Sul de Pernambuco, durante o mês de outubro de 2016. A maioria dessas mortes está associada com a intensa atividade pesqueira na região. De acordo com a ONG Ecoassociados, que realiza o monitoramento, reeducação e reabilitação dos quelônios no município há 18 anos, esse número quase dobrou em relação ao mesmo período de 2015, quando 16 animais do tipo perderam a vida na região – um aumento de 75%. De janeiro a outubro, o número já chega a 125.

Todos os dias, durante o período noturno, a equipe de 8 biólogos e veterinários e 20 estagiários da ONG se revezam para fazer o monitoramento das tartarugas marinhas. “A temporada reprodutiva delas começou em setembro e vai até maio”, diz Audenise Cavalcante, integrante da ONG Ecoassociados há cinco anos. “Fazemos a biometria, isolamos o ninho e o acompanhamos de 45 a 60 dias após a desova. A maioria dos animais tem sinais de interação com redes e outros equipamentos de pesca utilizados na área”.

No dia 28 de outubro de 2016, a Ecoassociados foi alertada sobre uma tartaruga marinha enroscada em uma rede de pesca no mar, que foi encontrada encalhada na praia. “Moradores da comunidade sempre entram em contato com a ONG para alertar sobre algum encalhe ou desova”, ressalta. Para a equipe, que realiza atividades de educação ambiental com pescadores e jangadeiros do município, é necessário uma maior fiscalização em terra e em alto mar.

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