Fóssil muda ideia de como espécies aquáticas passaram a viver na terra

NatureEcoEvo/Twitter

A ideia de como ancestrais humanos evoluíram para andar na terra pode ser reescrita com a descoberta de um fóssil. Cientistas encontraram uma espécie de peixe de asas finas, conhecido como Hongyu chowi no norte da China. O animal tem características semelhantes a dois grupos diferentes da espécie e um deles evoluiu para animais com quatro pernas.

Tetrápodes, ou seja, animais com quatro patas, se desenvolveram de um peixe comum para o de asas finas, com uma coluna vertebral e cintura pélvica para poder segurar a cabeça em terra. Com cerca de 1,5 metro de comprimento, o fóssil do peixe encontrado tem as características do rhizodontia e do elpistostegalia, indicando uma maior relação entre eles, porém com estrutura óssea independente para andar. De acordo com o líder da pesquisa Min Zhu, os resultados mostram um aumento substancial na homoplasia dos tetrápodes do grupo, o que sugere uma diversidade ecológica e biogeográfica que havia sido subestimada e o compartilhamento de características entre espécies separadas da árvore evolucionária, de acordo com o artigo publicado no portal de notícias da revista Nature.

A descoberta sugere que mais espécies se desenvolveram para viver na terra do que previsto por cientistas. O fóssil veio do período Devoniano na China, conhecido como a Era dos Peixes, situado há mais de 360 milhões de anos, momento no qual os pesquisadores acreditavam que a espécie teria evoluído, mas o Hongyu chowi teria mudado essa concepção. O paralelismo notado entre as espécies do peixe indicam que o processo de evolução ocorreu de uma forma mais complexa regionalmente e mais cedo do que se acreditava. Para reforçar a ideia do avanço de criaturas de quatro patas, também foram encontradas marcas de pegadas do início da Era do Peixes.

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