Extinção de animais é a maior desde os dinossauros

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Enfrentando a maior extinção em massa desde o desaparecimento dos dinossauros, há 65 milhões de anos, estima-se que o mundo, até 2020, terá o número de vertebrados diminuído em 67% em relação à população existente em 1970. Um novo relatório do World Wildlife Fund (WWF) e do Zoological Society of London (ZSL) mostrou que essa essa taxa de extinção está aumentando 100 vezes mais do seu nível natural devido a problemas como o desmatamento, caça proibida, poluição e mudanças climáticas.

A análise feita de 14.152 populações de 3.706 espécies de vertebrados de todo o mundo mostrou que sete em cada 10 mamíferos, pássaros, peixes, anfíbios e répteis desapareceram em apenas 50 anos. “Pela primeira vez, desde o desaparecimento dos dinossauros, estamos diante de uma extinção em massa global da vida selvagem”, disse Mike Barrett, diretor de ciência da WWF.

E acrescentou: “As pessoas, as empresas e o governo precisam agir agora para tornar o mundo mais sustentável. Espero que esse relatório seja suficiente para estimular ações necessárias para redefinir nossa relação com o planeta, desde um desperdício insustentável e predatório até outro momento em que as pessoas e a natureza coexistam em harmonia”.

As populações que foram impactadas pela atividade humana incluem elefantes africanos na Tanzânia (devido à caça furtiva); lobos-guará no Brasil (ameaçados por pastagens transformadas em terras agrícolas); e enguias europeias (diminuídas devido ao excesso de pesca e às alterações de habitats fluviais). O relatório também destacou que espécies terrestres encontradas em habitats que vão de pastos à florestas têm visto suas populações caírem em 38% em 50 anos.

O professor Ken Norris, diretor de ciência do ZSL, disse: “É importante salientar, no entanto, que estes são declínios – as espécies ainda não estão extintas – mas serve como uma chamada para mobilizar esforços para promover a recuperação dessas populações”. A meta estabelecida pelas Nações Unidas para travar a perda da biodiversidade é 2020, mas os autores do relatório acreditam que ela certamente não será cumprida e argumentam que o mundo está enfrentando sua sexta extinção em massa da história, na qual até 90% dos animais podem ser perdidos.

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