Mais da metade da população brasileira é conservadora

José Cruz/Creative Commons

Mais da metade da população brasileira é conservadora, de acordo com o o Índice de Conservadorismo do Ibope de 2016. A pesquisa buscou as opiniões de brasileiros sobre a legalização do aborto, casamento entre pessoas do mesmo sexo, pena de morte, prisão perpétua e redução da maioridade penal. O instituto dividiu os brasileiros em três faixas: Os mais conservadores, que são contra os dois primeiros itens e a favor dos demais, os liberais, que são a favor do primeiro e do segundo item e contra os outros, e os que estão entre os dois. Os resultados apontaram que 54% da população obteve um índice igual ou superior a 0,7, classificado pelo Ibope como um alto grau de conservadorismo, sendo que os mais conservadores atingiam 1 e os mais liberais, zero. Outros 41%, ficaram na faixa do conservadorismo médio, com índices entre 0,4 e 0,6, restando apenas 5% no baixo.

“Observa-se um aumento do conservadorismo em função do maior apoio às medidas punitivas, seja em decorrência do aumento das taxas de violência no País, ou de um desejo de se acabar com a impunidade percebida”, disse a CEO do Ibope Inteligência, Marcia Cavallari, ao Estadão. A média dos brasileiros foi de 0,686, muito mais próxima do viés conservador do que do liberal. A última pesquisa, realizada em 2010, mostrava um índice médio de 0,657, representando um aumento de 49% para 54%.

Em comparação com 2010, os fatores associados à segurança pública e supostas maneiras para combater a violência tiveram o maior crescimento: O apoio à pena de morte subiu de 31% para 49%.  Para o favorecimento à redução da maioridade penal, a porcentagem cresceu de 63% para 78%. Já a defesa da prisão perpétua aumentou de 66% para 78%. Já as questões associadas ao comportamento não cresceram. Em relação à legalização do aborto, a porcentagem dos que se dizem contrários se manteve a mesma nos dois anos: 78%. Apesar disso, a taxa de favoráveis subiu de 10% para 17%, e os que se declararam “nem contra nem a favor” caíram de 10% para 4%.

A aceitação do casamento entre pessoas do mesmo sexo também subiu, saindo de 25% para 42%, acarretando em um empate técnico com os que se dizem contrários, que caíram de 54% para 44%. Ainda de acordo com a pesquisa, os perfis mais conservadores são de evangélicos (0,717 de índice), homens (0,706) e menos escolarizados (0,701). Em contrapartida há os que não se declararam nem católicos nem evangélicos, com 0,649 de índice, e os que fizeram faculdade, com 0,650.

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