Jovem compra iPhone pela internet e recebe papelões

Gustavo Henrique/Facebook

Um jovem morador do Recife teve uma ingrata surpresa ao abrir a embalagem do iPhone que encomendou pela internet a uma grande loja de departamento, que funciona virtual e fisicamente. No lugar do aparelho, encontrou quatro pedaços de papelão. Gustavo Henrique, estudante da Universidade Federal de Pernambuco, recebeu a encomenda na casa dos pais, no município de Pedras de Fogo, na Paraíba. Ele conta que o celular foi um presente comprado por sua mãe após muita pesquisa em busca do menor preço.

“Realizamos o pedido no dia 25 de novembro, na Black Friday, e pagamos por meio do boleto bancário, à vista, no mesmo dia, para garantir o desconto. Quase um mês depois, na última terça-feira (20 de dezembro), o pedido foi entregue a meu pai, por volta das 16h, na nossa casa. Ele fez questão de conferir se a embalagem de transporte estava intacta. Não tinha nenhum sinal de violação”, relata Gustavo.

O estudante esperou a mãe para que a família abrisse o presente com todos juntos. A embalagem contava com nota fiscal, endereço correto, nome completo da mãe (titular da compra).

“Não estranhei a leveza da caixa de início. Quando abri, tirei o cartão com informações legais e instruções de uso do celular e me deparei com os pedaços de um papel grosso, marrom. E nada além disso. Ficamos todos revoltados, obviamente, nos perguntando o que poderia ter acontecido”, afirma.

Gustavo Henrique e a família compram em lojas virtuais há 11 anos e nunca tiveram problemas antes do que ocorreu na compra do iPhone.

“Depois do choque, a sensação é de que fomos desrespeitados, simplesmente. Pagamos caríssimo por um produto e recebemos quatro pedaços de papelão no lugar dele. No fim de tudo, a frustração, o constrangimento e o estresse gerados pesam mais do que o valor pago pelo telefone. Passamos os dias preocupados, somando o ocorrido aos outros problemas do dia a dia”, lamenta. O estudante entrou em contado com a loja e foi informado de que uma acareação da entrega seria efetuada em 72 horas e que então seria tomada uma posição.


Época requer atenção redobrada

Em momentos como o final do ano ou Black Friday, é preciso que o consumidor esteja ainda mais atento às comprar pela internet. A gerente jurídica do Procon, Daniele Sena, aponta que, em casos como o de Gustavo, o consumidor deve, inicialmente, entrar em contato com a loja. “É interessante sempre buscar o atendimento pelo telefone ou em lojas físicas para buscar os seus direitos. Ele deve ainda procurar o atendimento da Delegacia do Consumidor ou do Procon”, afirmou.

A gerente jurídica destaca, porém, que em alguns casos, a pessoa acredita estar comprando em determinada loja, mas na verdade é vítima de um golpe. “Golpistas têm criado sites falsos. É preciso ficar atento ao cadeado de segurança dos sites e, caso a pessoa receba uma promoção de uma loja por e-mail, evitar clicar nos links enviados. O ideal é copiar o link e colar para acessar, muitas vezes, o site nem existe”, explica. Daniele Sena destaca ainda que é preciso tomar cuidado com ofertas muito grandes, com produtos muito abaixo do preço usual.

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