Mulheres de cabelos crespos se unem contra o preconceito

Crespas/Cacheadas PE/Divulgação

Quem nasceu com cabelo crespo ou cacheado enfrenta ou já enfrentou problemas para cuidar dos fios ou até mesmo já sofreu preconceito ou problemas de autoestima graças à chamada “ditadura do cabelo liso”. Para quebrar esse tabu, um grupo de amigas pernambucanas resolveu criar um evento que visa desde dar dicas dos cuidados com esse tipo de cabelo até o enfrentamento de preconceitos e racismo coletivamente. “Nos reunimos porque queríamos trocar experiências de como cuidar melhor dos cabelos crespos e cacheados”, conta a integrante e assistente administrativa Márcia Gouveia, 41. Ao todo são 6 amigas, nenhuma cabeleireira, que se juntaram em prol de um bem maior e comum..

A troca originou o Encontro de Crespas Cacheadas de Pernambuco, cuja segunda edição será realizada no dia 15 de maio, às 9h, no Museu da Abolição. A entrada é gratuita, mas na página do evento no Facebook, elas pediram que as interessadas levem 1kg de alimento não perecível para auxiliar uma instituição de interesse social. Em março de 2016, o primeiro dos encontros foi realizado no Marco Zero, no Recife, e reuniu público maior do que esperava a organização. A ideia é promover conscientização, ajudar nos cuidados pessoais e, de quebra, ajudar a derrubar o preconceito.

Crespas/Cacheadas PE/ Divulgação

“Nós fazemos um cronograma capilar para começar a trabalhar os cachos. Algumas pessoas pensam que é só hidratar, mas é necessário fazer uma umectação (umidificação à base de óleos), uma hidratação e uma reconstrução capilar”, explica Márcia. “Vamos oferecer oficinas de dreads, tranças e turbantes. Queremos derrubar o preconceito dessas diferentes utilizações porque até dentro da família pode ter preconceito e ele pode ir além do cabelo”, comenta Márcia.

Por isso, elas pretendem realizar o evento de 2 em 2 meses e levantar debates sobre o preconceito e o racismo. Segundo elas, o objetivo é empoderar as mulheres e, além de levantar a autoestima, levantar o debate e a luta contra o preconceito. Desde março, o movimento vem se expandindo e levando iniciativas parecidas ao interior de Pernambuco, em cidades como Caruaru, Paudalho, Limoeiro, Moreno e Carpina.

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