Dispositivo faz celulares se autodestruírem se roubados

Universidade Illinois/Reprodução

Como se fosse um aparato saído diretamente de um filme de 007, pesquisadores desenvolveram um mecanismo que se autodestrói quando o dispositivo é roubado. Ao ser acionada, a tecnologia usa a carga da bateria do dispositivo para expandir-se em até sete vezes o seu tamanho e explode em cerca de dez minutos. Os pesquisadores da King Abdullah University and Techonology, da Arábia Saudita, preveem que essa tecnologia será usada por agências do governo e corporações que precisam de segurança extra para computadores que podem acabar sendo perdidos ou roubados.

“O polímero expansível expande muito mais assim e causa tensão no silicone que fica em cima do polímero. Então ele simplesmente amassa e depois quebra”, explicou o engenheiro eletricista Muhammad Mustafa Hussain ao jornal britânico Daily Mail. O recurso pode ser acionado pelo próprio usuário, uma vez roubado, e resultar em uma explosão do equipamento que o contenha dentro de apenas 10 segundos.

Ao puxar a energia da bateria do dispositivo, o mecanismo atinge a temperatura de 80°C e então se expande até explodir. Cerca de 500 a 600 milliwatts são unidos para o aquecedor de eletrodos que se expande em, no máximo, 15 segundos. Porém, os pesquisadores perceberam que com apenas 300 milliwatts é possível causar a autodestruição em pouco mais de um minuto.

Universidade Illinois/Reprodução

Durante os experimentos, foi possível observar como um sensor de GPS poderia ser disparado se o objeto se movesse mais de 50 metros do ponto de partida. Outro teste provou que é possível disparar o mecanismo com um senso de luz iluminado por uma luminária de mesa. “Esse teste imitou o cenário no qual um dispositivo supersecreto é retirado de uma caixa e exposto a luz”, explicou Jeremy Hsu do Instituto de Engenheiros Eletricistas e Eletrônicos. “Outro experimento usou a pressão de um sensor para imitar a situação de caso o chip se autodestrua porque ele foi aberto de forma forçada”.

Um quarto teste foi realizado para analisar a possibilidade de um agente disparar o dispositivo utilizando um comando em um aplicativo para celular. Os pesquisadores digitaram uma senha no aplicativo que fez o chip se destruir. O custo desse mecanismo seria US$ 15 (aproximadamente R$ 46). “Os primeiros clientes seriam aqueles que precisam proteger dados; comunidades inteligentes, corporações, bancos, segurança de fundos, administrações de segurança social e coletores de informações em massa”, declarou Hussain.

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