Cientistas criam osso em laboratório pela primeira vez

Universidade de Glasgow/Divulgação

Um osso humano foi criado em laboratório pela primeira vez e poderia ser a resposta para acabar com o uso de enxertos em cirurgias. Cerca de dois milhões de pessoas precisam de substituição de juntas, consertar ossos quebrados para fusões espinhais e são vítimas de acidentes. Cientistas britânicos da Universidade de Glasgow conseguiram ativar a célula-tronco para criar um osso usando pequenas vibrações, chamados nanokicks.

O osso cresceu em uma placa de Petri e os testes em humanos devem começar em três anos, entrando para o serviço nacional de saúde em uma década. “Atualmente, pacientes precisam de enxertos do quadril, o que é muito doloroso e têm risco de infecção a partir da cirurgia. Se conseguirmos produzir uma solução simples usando as células dos ossos, as próprias células podem ser usadas como um mecanismo de reparo. Esse estudo é um grande passo no uso de células-tronco e no tratamento de paciente clínicos, o que é muito animador”, explicou o co-autor do estudo Peter Childs ao portal de notícias britânico Daily Mail.

Para criar um osso, os cientistas usam o material produzido naturalmente nas células-tronco da medula óssea. Essas mesmas células também podem se tornar cartilagem, ligamentos, tendões e músculos, e, para a criação de um osso, era necessário fazer uma “sopa” química. Por isso, os pesquisadores temiam a possibilidade de efeitos colaterais no corpo humano. Esse método natural criado acaba com esse medo e livra os pacientes dos riscos de reações negativas.

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