Ancestrais humanos já possuíram cauda duas vezes

Pixabay/Reprodução

Segundo estudo recente, seres humanos e seus ancestrais já possuíram cauda por duas vezes. Já se sabia que os antepassados mais antigos de nossa espécie possuíram esse tipo de estrutura uma vez. Porém, ao estudar o fóssil do peixe Aetheretmon valentiacum, a paleobióloga Lauren Sallen observou a presença de duas espécies de caudas, uma flexível, outra carnosa e escamosa mais rígida. O estudo foi realizado na Universidade de Pensilvânia e divulgado pela publicação americana Seeker.

Com a evolução, os animais semi-aquáticos e terrestres oriundos dessa espécie perderam a cauda flexível, dando origem a membros como braços e pernas. A parte carnosa e rígida permaneceu. Essa foi a primeira vez que nossos ancestrais perderam a cauda. A segunda ocorreu quando os antepassados humanos passaram a ser bípedes. A nossa espécie ainda possui um vestígio dessa estrutura, trata-se do cóccix, parte óssea localizada no final da coluna vertebral. Primatas que também são bípedes possuem essa cauda igualmente atrofiada, outros a desenvolveram. O macaco-aranha, por exemplo, utiliza essa parte do seu corpo como um quinto membro, que serva para pegar objetos e agarrar-se em galhos.

A pesquisa é a introdução de mais um elemento para entender o processo evolutivo da biomecânica, ramo da biologia que estuda a movimentação e as forças físicas que atuam em organismos vivos. Em outros animais, como cães, gatos e vacas, a cauda é usada para fins de comunicação visual, afastamento de insetos e defesa de predadores.

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