Ação tenta salvar cães abandonados em Chernobyl

Puppies Of Chernobyl / YouTube

Em visita à zona de exclusão de Chernobyl, na Ucrânia, o cineasta norte-americano Drew Scanlon decidiu dar um novo olhar à área de 2,6 mil km² evacuada às pressas após acidente nuclear. Ele registrou a solidão dos animais que vivem ali, sem nunca poderem ser tocados por humanos, por risco de contaminação em um curto documentário entitulado como “Puppies of Chernobyl” (cãezinhos de Chernobyl, em tradução livre). Em pouco menos de um dia, mais de 90 mil pessoas assistiram ao documentário, e uma campanha virtual foi criada para que os cerca de 900 animais que vivem ali recebessem cuidados médicos. “Precisamos do suporte para contratar veterinários ucranianos, comprar vacinas, anestesia, gaiolas, comida de cachorro e outros materiais. Vamos arrumar uma forma de cuidar dessa população de animais abandonadas”, afirma o pedido.

“Esses carinhas estão do lado de fora da usina, há cerca de 500 metros do reator 4 (primeiro afetado pelo desastre)”, conta o diretor no vídeo, repleto de imagens dos pequenos querendo brincar com quem segura a câmera. Todos os visitantes, porém, são aconselhados a não tocar em nenhum deles, já que a possibilidade de existir partículas de radiação no pelo dos animais é grande. A sugestão vai diretamente de encontro à simpatia de todos os bichos do lugar: nenhum deles parece ter medo de humanos, e sim curiosidade, já que se adaptaram a conviver sem quase nenhum por perto. Os bichos sobrevivem de comida jogada por quem visita o local e do alimento dado por seguranças e algumas dezenas de pessoas que ainda vivem ali.

A meta da ação virtual é de US$ 80 mil (equivalente a R$ 250 mil) e até o momento foram arrecadados cerca de US$ 30 mil (por volta de R$ 90 mil). Os cachorros que vivem em Chernobyl são descendentes dos bichinhos de estimação deixados para trás quando a área foi evacuada, após explosão na usina elétrica do local, em 26 de abril de 1986. A ordem dada para soldados que limparam a área nos anos posteriores era executar todos os animais que restavam, mas isso não foi feito com todos. A desativação da usina só pode ser feita de forma completa no ano de 2065, mas só deve voltar a ser segura para humanos daqui há 20 mil anos.

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