Na casa de Simone, Então é Natal não tem vez

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Então é natal virou sinônimo do período natalino e fez parte de álbum 25 de dezembro, lançado há 20 anos, em 1995

 

Caso você já tenha se perguntado se existe uma casa brasileira em que a música Então é Natal, da cantora Simone, não toca nem é cantarolada, saiba que sim. Surpreendentemente, a residência é justamente a da própria artista, que passa o dia de Natal com familiares e amigos íntimos sem nenhuma música do álbum 25 de dezembro. Não rola nem palhinha depois do amigo-secreto.

Ela nunca ouve as próprias músicas, nem mesmo a icônica Então é Natal. Perfeccionista em excesso, diz não querer encontrar falhas em um trabalho que não pode ser modificado. “Escuto muito antes de lançar, mas depois que o disco foi lançado, eu desapego”, conta a artista, que completa 66 anos no Natal de 2015.

O álbum que teve como carro-chefe a canção uma das canções mais tocadas nos meses de dezembro dos últimos anos, Então é Natal, foi lançado em 1995, com 1 milhão de cópias vendidas no primeiro mês e outras 500 mil desde então. A música passou a ser ouvida em inúmeras lojas do Recife e de todo o país, quase parte da decoração de fim de ano dos comerciários. “Foi algo muito inesperado. Sabíamos que havia uma carência de discos natalinos brasileiros, mas o sucesso foi muito maior do que poderíamos imaginar. Ainda hoje, esse disco renasce nesse período do ano”, conta a intérprete.

Nem mesmo uma turnê, na época, foi planejada para o 25 de dezembro, o que ajuda a explicar, ao menos em parte, a inexistência do cansaço por parte de Simone das canções desse álbum, como se poderia supor. Então é Natal foi incorporada ao roteiro da turnê já em curso, do disco Simone Bittencourt de Oliveira, também lançado em 1995. “Ela entrou depois e se tornou o ponto alto dos shows”, lembra. “É curioso, mas não cantei tanto as canções desse disco como as pessoas imaginam, porque o álbum foi um verdadeiro acontecimento.” Hoje, a canção ainda é cantada, mas apenas em shows temáticos.

O álbum de 1,5 milhão de cópias por pouco não existiu. Simone virou cantora por acaso, segundo ela mesma conta. “Era jogadora de basquete, estava muito distante da música, embora já tocasse violão, que aprendi em Salvador. Um dia, uma amiga me apresentou ao gerente de marketing da Odeon, que me convidou para fazer um teste. Fui lá, nervosíssima, mas acabei passando e, no ano seguinte, já estava gravando meu primeiro disco solo.”

Da carreira de 42 anos, 25 de dezembro é o álbum mais vendido, mas passa longe de principal para definir a Cigarra, como é conhecida entre amigos por conta do perfil de workaholic. “Cantar é o que me faz feliz. Seguirei com a minha turnê popular em 2016, quero ir ao máximo de lugares, dando oportunidade às pessoas assistirem ao meu show pagando R$ 1”, conclui a cantora. As datas, no entanto, ainda não estão definidas.

25 de dezembro em números

de cópias vendidas em um mês

faixas, incluindo Bate o Sino e Ave Maria

Ano de lançamento do álbum

anos de carreira (em 2015)

Caso tenha esquecido…

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Paulo Trigueiro

Paulo Trigueiro

Repórter

Paulo é jornalista e psicólogo. Escreve para o Diario desde 2013. Ouve o álbum 25 de dezembro todos os Natais e se diz fã de Simone (para essa matéria, ouviu Então é Natal em loopings de meia hora).

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