Trio vela parente ainda viva em funerária e acaba preso

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Três pessoas foram presas na Bolívia após serem acusadas pela Justiça de levar mulher viva ao funeral e realizar o seu velório. Carmen del Pilar Chacón, de 64 anos, passou cerca de 18 horas sendo velada por amigos e familiares até uma colega da vítima perceber que ela ainda estava com vida e acionar a polícia. Os acusados são a filha de Chacón, o seu genro e a tia do rapaz, que teriam preparado tudo para esperar a morte da vítima. As autoridades notificaram o crime no dia 2 de agosto de 2017 como tentativa de homicídio e feminicídio.

Segundo informações do hospital onde Carmen estava, ela está em processo de internação para tratar quadros graves de pneumonia, diabetes, hipertensão e anemia. Alegando desesperança dos médicos quanto à situação dela, os parentes solicitaram uma alta voluntária da paciente, em seu estado de inconsciência. A equipe médica responsável, em entrevista ao jornal Página Siete, negou as afirmações ditas pelos criminosos e ressaltou que estes não acreditavam na melhora de Chacón e por isso teriam pedido a alta.

O administrador da funerária que recebeu a boliviana foi detido por suspeita de envolvimento no caso, mas foi liberado logo depois por não haver comprovações ou evidências de que ele teria sido cúmplice no crime. O velório foi celebrado em um espaço da funerária que não é o ambiente oficial para velar corpos. O administrador foi procurado pela emissora ATB e disse que os familiares mostraram um documento alegando falência múltipla dos órgãos da idosa. “Me comovi com a família e aceitei ceder a eles um ambiente que não é o funerário”, pontuou.

De acordo com o jornal La Razon, Carmen foi resgatada da funerária na última sexta-feira e voltou a ser internada ainda em estado grave.

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