Surto de febre amarela mata macacos em risco de extinção

Wikimedia Commons/Reprodução

Macacos em risco de extinção estão sendo atingidos pelo surto de febre amarela que atinge o país. No estado do Espírito Santo, foram encontrados cerca de 400 macacos mortos. Fazendeiros notaram um silêncio nas florestas de Mata Atlântica da região, encontrando os animais mortos e alertando as autoridades. Segundo declarou o biólogo Roberto Cabral ao portal G1, a espécie Muriqui é a mais ameaçada, entrando na lista dos 25 primatas em maior risco de desaparecer do planeta.

O biólogo, coordenador de operações de fiscalização do Instituto Brasileiro do Meio-Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), afirmou que não há uma vacina dessa doença para primatas, o que facilita as mortes. Segundo o Ministério da Saúde, a doença está sendo registrada apenas em áreas rurais e silvestres até o momento. A febre amarela é típica de regiões tropicais da África e América. Ela pode ser transmitida pelo mosquito Aedes aegypti, transmissor também da dengue e do zika vírus. Segundo o Ibama, há relatos de moradores locais matando macacos para prevenir a transmissão, apesar disso não ser permitido.

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