Registro de ondas gravitacionais permite cálculo de expansão do universo

Nasa/Divulgação

Na época que os dinossauros ainda caminhavam sobre a Terra, há cerca de 130 milhões de anos, duas estrelas mortas (de nêutrons) se chocaram e  somente agora é que o efeito, uma onda gravitacional, pôde ser registrado pelos humanos. Os cientistas, pela primeira vez, conseguiram registrar essa colisão no dia 16 de outubro de 2017 e as ondas gravitacionais decorrentes desse processo poderão ajudar a explicar como (e quanto) o universo se expande. Cientistas acreditam que o registro poderá determinar a chamada “constante de Hubble”, teoria que descreve esse ritmo de expansão.

Não há, entretanto, tanta certeza quanto aos cálculos que medem tanto a distância quanto a velocidade que os astros se movem, mas a confiança é de que, quanto mais ondas gravitacionais forem observadas, mais precisas serão as conclusões tiradas a partir delas. Os cientistas especulam que em aproximadamente uma década seja possível chegar a um resultado definitivo.

O evento foi observado, a princípio, pelas ondas resultantes, que são como perturbações na constituição do espaço-tempo geradas por eventos violentos. Depois, por causa das emissões de luz em muitos comprimentos de onda distintos – que iam desde raios-gama até ondas de rádio – ao longo de dias. “Ficou claro que, de tempos em tempos, essas estrelas se aproximam entre si e causam algum tipo de estardalhaço espetacular”, explicou o astrônomo inglês Martin Rees em entrevista à BBC. Entre as conclusões da fusão dos astros também se tem o resultado provocado pela colisão, que, acredita-se, são os elementos pesados do universo, como o ouro, platina, urânio e mercúrio.

À propósito, essa combinação de observações oferece novos entendimentos sobre a atuação de estrelas de nêutrons. “Essas estrelas são um laboratório de física extrema: é um material exótico, rico em nêutrons. Quando desmembradas, geram radiação exótica que produz elementos como o ouro”, se empolgou Ress. Para ele e seus colegas, o registro de ondas gravitacionais abre uma nova era na astronomia.

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