Primeira nação fora da Terra chega ao espaço

Asgardia / Facebook

A primeira parte do projeto Asgardia, iniciativa para criar uma nação fora da Terra, já trilhou os primeiros passos para o espaço. A iniciativa de criar uma estrutura para regulamentação de atividades espaciais existe desde 2016 e foi uma criação do fundador do Centro Internacional de Pesquisa Aeroespacial, Igor Ashurbeyli. Ela é erguida graças a financiamento de pessoas desconhecidas ao redor do mundo, que doaram como parte de “comprar uma parte” no terreno.

O satélite Asgardia-1 tem o tamanho médio de um pão de forma e consiste em uma plataforma com mais de 500 GB de dados dos primeiros 18 mil “cidadãos asgardianos”. No total, mais de 500 mil pessoas tentaram participar do projeto para virarem membros de uma democracia na qual provavelmente nunca residirão. Dessas, 130 mil pessoas conseguiram o título de cidadãs. O envio de dados para o espaço tem a intenção legal de fornecer um território físico capaz de sustentar a criação da nação, cumprindo mais um dos requisitos da Organização das Nações Unidas (ONU) para a existência efetiva dela. Dentre os dados enviados, estão fotos de famílias, representações digitais da bandeira, constituição e hino da nação.

A missão do satélite atual é chegar até a Estação Espacial Internacional. De lá, ele vai ser colocado em órbita ao redor da Terra, por cerca de 18 meses até entrar em combustão e desaparecer. Em entrevista ao canal norte-americano CNN, o idealizador do projeto afirmou se sentir realizado por cumprir o juramento que fez ao mundo. “Selecionamos a Nasa como parceira porque queríamos manter nosso compromisso”, disse. Se for efetivamente criada, a nação unirá pessoas de 204 países diferentes.

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