Paratleta pede dinheiro no sinal do Pina para competir nos Jogos Paralímpicos

Leonardo Rodrigues/Cortesia

Leonardo Rodrigues, 24, é vice-campeão brasileiro no salto em altura. Entretanto, o paratleta não tem condições de bancar os treinos e os custos das viagens para as etapas eliminatórias dos Jogos Paralímpicos do Rio de Janeiro. A solução encontrada foi vestir uma camisa que conta sua história e ir até o semáforo da saída do Pina pedir ajuda.

Nascido por um acaso no Ceará – quando a mãe grávida passeava pelo estado, ele diz sentir-se filho de Pernambuco. “Eu só fiz nascer lá, fui criado toda minha vida no Recife. Sou pernambucano”, afirma. Leonardo começou a treinar aos 17 anos – aos 12, estava andando de cavalo, foi atingido por um carro e acabou perdendo a perna – nas modalidades salto em altura, salto à distância e arremesso de dardos.

No dia 24 de junho 2016, tenta embarcar para São Paulo, onde deveria competir na primeira etapa do Campeonato Brasileiro de Atletismo, Natação e Halterofilismo. As passagens aéreas foram doadas pela Secretaria de Esportes. Na mochila, presente de uma amiga, roupas e R$ 200 arrecadados no semáforo. “O dinheiro que consegui é tudo o que tenho para hospedagem e alimentação. Não tenho lugar pra ficar em São Paulo, por isso, nem sei ainda o que vou fazer”, comenta.

Em julho, o pernambucano tem outra eliminatória, também em São Paulo.

Leonardo Rodrigues/Cortesia

De acordo com Leonardo, ele realizou inscrições junto às organizações federal e estadual. No caso do Ministério dos Esportes, ele teria realizado a inscrição e apresentado todos os documentos necessários, mas a verba ainda não teria sido liberada. Já quanto à Secretaria Estadual de Turismo, Lazer e Esporte, a inscrição teria sido parcial, já que ainda faltam documentos, mas a instituição já teria disponibilizado as passagens aéreas. Segundo a assessoria de imprensa da secretaria, o atleta não está inscrito no Programa Time PE, instituído em 2012 com o objetivo de estimular atletas e paratletas com condições de disputar os Jogos Olímpicos do Rio de Janeiro, em 2016. Quanto a outros programas, a secretaria ainda está checando se há verbas reservadas no nome do paratleta.

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