O que você deve saber sobre a superlua de 16 de outubro

Marcello Casal Jr/Agência Brasil

O domingo, 16 de outubro, terá a primeira de um total de três superluas previstas para 2016. De acordo com a Nasa, a lua cheia, nesse caso, chega a ser 14% maior e 30% regular que as demais observadas ao longo do ano. Apesar da magnitude que o astro tomará, essa ainda não será a maior das superluas – o satélite natural estará ainda mais próximo e observável no dia 14 de novembro, quando sua imagem chegará ao ápice para quem está na Terra.

As superluas estarão com uma aparência maior porque estarão mais próximas do horizonte. E a observação do astro na linha do horizonte favorece a impressão de que a lua estará muito maior do que o normal, diferentemente de quando ela estará já alta, no céu. No caso do Recife, o nascer da lua ocorrerá às 17h53, já após o pôr-do-sol, que deve ocorrer às 17h14. Neste dia 16 de outubro, é quando o astro estará com iluminação em 100%, pondo-se apenas às 5h15, quando volta a ser visível na linha do horizonte, mas já terá a visibilidade mais prejudicada, uma vez que o sol nascerá às 4h56 da segunda-feira, 17.

Nesse caso, a superlua pode adquirir tons amarelados ou avermelhados, especialmente em locais com mais poluição atmosférica, uma vez que partículas em suspensão tendem a absorver diversas cores do espectro da luz, com exceção desses tons. A superlua ocorre a cada 13 meses e 18 dias, o que significa que não haverá oportunidade de observação do fenômeno em 2017, mas que o revéillon do ano seguinte promete ter um toque especial, já que o ápice da primeira superlua de 2018 ocorrerá no dia 2 de janeiro de 2018.

De acordo com o Observatório Astronômico de Lisboa, a última das superluas será visível no dia 14 de dezembro. O fenômeno é registrado quando a lua cheia ocorre próxima ao perigeu, período em que o satélite está na maior proximidade em relação à Terra. “Esse efeito não é ótico, mas apenas cerebral, ou seja, é o cérebro humano que cria a ‘imagem fictícia’ de uma lua enorme”, divulgou o instituto, acrescentando, no entanto, que elas variam de tamanho e brilho.

No Recife, há programações para acompanhar a lua cheia do dia 16 de outubro. Uma proposta de meditação coletiva, por exemplo, será realizada em dois pontos da cidade, simultaneamente: em frente ao Quiosque 17 da Praia de Boa Viagem, na Zona Sul, e ao lado da pista de patinação do Parque da Jaqueira, na Zona Norte, às 20h.

Apenas a título de curiosidade, saindo da astronomia e entrando na astrologia, as redes estão recheadas de teorias especificamente sobre a superlua de 16 de outubro. Segundo astrólogos, ela estaria na chamada “Casa de Áries”, o que representaria uma intensa energia de mudança e aventura para as pessoas. Considerando o espetáculo visual que ela poderá representar em alguns pontos de observação, uma tal reenergização não seria tão inacreditável, seria?

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