No Dia Nacional do Doador de Sangue, conheça o homenageado 2015 do Recife com mais de 100 doações

Há pessoas que acumulam e há pessoas que dividem. Doadores de sangue estão, de certa forma, nos dois grupos: colecionam contribuições à saúde coletiva, enquanto disponibilizam gratuitamente um bem que se regenera em seu próprio corpo. Jaime Francisco de Oliveira Filho, aos 54 anos, não esconde a emoção. Será reconhecido hoje (25), Dia Nacional do Doador de Sangue, pela Fundação de Hematologia e Hemoterapia de Pernambuco (Hemope) como o maior doador do ano, com nada menos que 104 doações desde 1989.

Ao falar sobre o assunto, a voz falha. Os olhos marejam sem pudores ou vergonhas, mesmo que as palavras, econômicas, não consigam dar conta dos motivos que os levaram a manter o hábito. “Faço para ajudar o próximo. Quero ajudar”, resume, sobre a rotina que teve início em 12 de outubro daquele ano. “Não dá para esquecer a data. De lá para cá, é religioso. De três em três meses, estou lá”, diz.

Hesíodo Goes/DP/D.A.Press

Nos corredores da fundação, localizada na Rua Joaquim Nabuco, nas Graças, é quase um político. “Conheço todas as enfermeiras, todos os médicos e todos os vigilantes. Vi todo mundo ir e chegar. Me sinto bem toda vez que vou”, afirma. A nobre ação, conseguiu levar também ao irmão, também doador. “Minha mãe também doava, até ter um problema de saúde, aí não pode mais”, explica, acrescentando que, quando teve oportunidade, também doou “aquilo, que é mais difícil, e o pessoal precisa muito”, referindo-se a plaquetas. De um outubro há 26 anos até hoje, já se foram quase 50 litros de sangue – a mesma quantidade presente em oito seres humanos adultos.

A data nacional que homenageia o doador de sangue, ele só conheceu no próprio Hemope. Ela foi instituída em 30 de junho de 1964, pelo então presidente Castello Branco, em alusão à data de aniversário da Associação Brasileira de Doadores Voluntários de Sangue. A instituição homenageia outros doadores que atingiram as marcas de 25, 50 e 75 doações até o ano de 2015. Outras pessoas que se propuseram a “fazer o bem ao próximo” e estão sendo mais eficientes na proposta do que imaginam…

são retirados a cada doação

foram doados por Jaime desde 1989

Mais que dois botijões de água e três garrafas PET

litros de sangue num ser humano. Ele doou o mesmo que carregam 8 pessoas

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