Homem reaparece em missa três meses depois de ser dado como morto pela família

Fazenda da Paz / Divulgação

O artesão Geraldo Humberto de Carvalho é um “morto” que não morreu. Após três meses sem ter conhecimento do paradeiro dele, seus parentes reconhecerem um corpo no Instituto Médico Legal (IML). Olhando apenas a careca da pessoa morta, afirmaram que se tratava de Geraldo. Ele, então, foi dado como morto. Porém, voltou. Reapareceu em uma missa e foi reconhecido por uma amiga da família. O caso ocorreu no Piauí.

Na verdade, o sumiço de Geraldo ocorreu por conta de um tratamento para se curar do alcoolismo. Ele faz tratamento na Fazenda da Paz, órgão que atua na recuperação de dependentes químicos no Piauí. A surpresa foi enorme quando, durante missa de celebração do 23° aniversário da Fazenda da Paz, Geraldo foi reconhecido por uma amiga da família, que já tinha participado do velório e enterro do homem. Segundo o diretor da instituição, Célio Barbosa, a mulher estava nervosa, sem saber o que fazer. “Durante a missa uma senhora ficou nervosa, rindo e chorando, contando que tinha participado do enterro de Geraldo. Fiquei sem entender a situação”, contou Célio ao G1.

Geraldo foi encaminhado a Fazenda da Paz pelo Centro de Referência Especializado para População em Situação de Rua (Centro POP). Ao dar entrada para tratar o alcoolismo, ele foi identificado como pessoa de rua e uma busca feita para encontrar a família não teve êxito. Durante esses três meses, Geraldo recebeu o tratamento e hoje se encontra sóbrio.

A grande dificuldade daqui pra frente, agora que Geraldo já reencontrou a família, é provar que ele está vivo, já que possui uma certidão de óbito com seu nome. “A família fez a identificação do corpo a partir de uma careca. Agora é fazer a documentação porque ele ainda é dado como morto. Ele tem de nascer de novo”, explica Célio.

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