Estudo descobre composto de contraceptivo masculino

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Cientistas britânicos descobriram um composto que torna o homem temporariamente infértil ao impedir a capacidade do espermatozoide de nadar. Esse é um passo significativo no desenvolvimento de um anticoncepcional voltado para homens e com um menor tempo para reverter o efeito do medicamento – o que, no caso de mulheres com uso prolongado de pílulas pode significar semanas e até meses para voltar a ser capaz de engravidar. Há anos, pesquisadores vêm tentando criar uma alternativa de contracepção para o sexo masculino tão eficiente quanto os preservativos ou vasectomia. Seguindo o raciocínio de que se um espermatozoide não pode nadar, consequentemente não tem chances naturais de fertilizar um óvulo feminino, pesquisadores portugueses, juntamente com uma equipe da Universidade Wolverhampton, produziram um composto chamado de peptídeo de penetração celular, que, ao se deparar com um espermatozoide, paralisa sua cauda.

O pesquisador e professor John Howl, da Universidade de Wolverhampton, descreveu a eficácia dessa descoberta. “Os resultados são surpreendentes e quase instantâneos. Quando você adiciona o composto ao esperma saudável, em poucos minutos, os espermatozoides, basicamente, não podem mais se mover”, disse ao jornal britânico Daily Mail. A expectativa é que os testes em animais vivos tenham início em um prazo de dois a três anos – enquanto a pílula comercial necessitaria de três a cinco anos após os testes com bichos, o que significa que o anticoncepcional masculino só deve estar disponível nas farmácias a partir de 2021.

O medicamento pode ser desenvolvido sob as formas de pílula, spray nasal ou ainda, implante subcutâneo, mas tudo ainda está no campo das possibilidades e, de acordo com o próprio Howl, ainda não há certeza do formato comercializável que a substância deve adquirir após os testes. Atualmente, as vendas globais de contraceptivos estão no topo de £ 13 bilhões por ano (equivalente a R$ 44 bilhões).

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