Cientistas desenvolvem vírus capaz de diminuir desejo de álcool

Michal Jarmoluk/Pixabay

Uma equipe de pesquisadores do Centro de Ciências da Saúde do Texas, nos Estados Unidos, desenvolveu um vírus geneticamente modificado que poderá auxiliar no tratamento do alcoolismo. Durante o estudo, os cientistas avaliaram que este vírus é capaz de atenuar as mudanças que alguns neurônios sofrem em resposta ao consumo de álcool, que fazem com que o indivíduo sinta mais desejo pela bebida.

“A ingestão de bebidas alcoólicas pode causar alterações em uma parte específica do cérebro, chamado estriado”, explica o artigo publicado por dois dos pesquisadores, Yifeng Cheng e Jun Wang, no Daily Mail. O texto esclarece que os neurônios localizados nessa região são mais suscetíveis a mudanças nos níveis de dopamina – neurotransmissor associado às sensações de prazer e motivação -, que crescem com o consumo de álcool e drogas.

Os testes foram performados em camundongos, aos quais os cientistas disponibilizaram duas garrafas de água, uma delas com um teor de 20% de álcool. Os animais podiam decidir de onde beber e gradualmente desenvolveram o hábito de ingerir bebidas alcóolicas. O vírus injetado nos animais transmitia um gene em determinados neurônios, fazendo com que estes manifestassem uma proteína específica. “Dois dos principais neurônios localizados no estriado, D1 e D2, são responsáveis por receber informações sensoriais de outras partes do cérebro: o primeiro controla as ações que incentivam as atitudes enquanto o segundo, as inibe. O efeito causado pelo álcool suprime a função do D2, promovendo a atividade do D1”, diz o texto.

Após receberem o vírus, os camundongos receberam uma nova injeção contendo um composto químico que se prende à proteína. Essa ligação foi capaz de inibir e/ou promover a atividade nos neurônios. Os cientistas observaram que tanto a inibição do D1 quanto o estímulo do D2 diminuíram a preferência dos animais pela bebida. Apesar de oferecem uma introspecção a respeito do tratamento de alcoolismo, os estudiosos alegam que o método ainda precisa de muitos estudos e testes até ser utilizado em seres humanos.

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