Novo exoplaneta descoberto tem atmosfera que pode ser composta de água

MIT-YouTube/Reprodução

Uma equipe de astrônomos acaba de encontrar mais um exoplaneta que aparenta ter semelhanças com a Terra – incluindo uma atmosfera que pode ser rica em vapor de água. O chamado planeta GJ 1132b está localizado na constelação de Vela, a “apenas” 39 anos-luz (o exoplaneta mais próximo de nós a ser descoberto, até agora), e sua órbita se dá em torno de uma estrela anã vermelha, com duração de 1,6 dias terrestres.

É a primeira vez que um planeta semelhante ao nosso tem uma atmosfera detectada. A descoberta foi feita com as comparações de dados das imagens de medição do GJ 1132b, feitas por uma série de telescópios localizados no Chile. O tamanho de um planeta é determinado através da análise do quanto ele bloqueia a luz da estrela que orbita, quando passa em frente a ela. Os cientistas perceberam que, nas imagens feitas por uma das lentes infravermelhas, o planeta parecia ser maior do que em todas as outras.

A teoria era de que ele deveria então possuir uma atmosfera, que seria opaca a todos os outros telescópios. Eles então realizaram uma simulação de computador para determinar quais elementos seriam transparentes ao comprimento de onda daquela lente específica. Os resultados indicaram que atmosferas ricas em água ou metano poderiam explicar as observações feitas anteriormente.

O GJ 1132b é considerado uma espécie de “superTerra”, com massa 1,6 maior e de tamanho 1,4 maiores que de nosso planeta. No estudo, os cientistas afirmam que há uma série de possíveis composições do interior do planeta que poderiam explicar a constituição atmosférica proposta por eles. Uma delas seria um interior rochoso similar ao da Terra, formado por 70% de silicato e 30% de ferro.

Ainda que todas essas hipóteses só possam ser comprovadas após mais observações, o GJ 1132b é agora considerado alvo prioritário de estudos pela equipe de astrônomos, que inclui o Dr. John Southworth, da Universidade de Keele. Ao jornal Daily Mail, ele afirmou que “ainda que isso não signifique a detecção de vida em outros planetas, é um importante passo na direção certa.”

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