Ministério Público instaura processo que pode remover estátua de Iemanjá de rio, a pedido de pastores

A polêmica da possível remoção das estátuas da Mãe D’Água e Nego D’água, que ornamentam o leito do Rio São Francisco, em Petrolina, já teve procedimento instaurado e está sob os cuidados da Procuradoria da República. O Ministério Público Federal foi acionado, no dia 9 de novembro, por dois pastores de Petrolina que alegaram que as imagens, uma delas em alusão à Iemanjá, estariam irregulares e não poderiam ser colocadas no rio, de propriedade da União, uma vez que o Estado é laico.

Confira reportagem completa sobre o caso

Ricardo Fernandes/DP/D.A.Press

 

O procedimento de número 1.26.001.000240/2015-27 foi distribuído pelo setor jurídico do órgão e está sob responsabilidade da procuradora Polireda Madaly Bezerra de Medeiros. A solicitação encaminhada dava conta de que as imagens foram colocadas sem autorização do órgão ambiental, dificultaria a navegação, além de ferir a laicidade do Estado. As esculturas foram inauguradas há três anos, pela gestão municipal de Petrolina.

De acordo com o pastor, professor e teólogo José Kenaidy, que acionou o MPF junto ao pastor Jorge Ancelmo, o pedido visa obter um posicionamento do órgão para embasar uma luta mais profunda, que diz respeito ao esgoto lançado no Rio São Francisco, especialmente no município de Juazeiro (BA). “A partir da resposta do MPF, que vai ter que deferir positivamente, falaremos da questão da limpeza do esgoto, a posteriori. Só Juazeiro, lança uma quantidade impensável de dejetos no leito do rio. O argumento de tirar as estátuas, também servirá para impedir o lançamento do esgoto. Sou de origem judaica, se a questão persistir, vou colocar também uma menorah no rio, afinal os direitos são iguais”, completou.

Confira o pedido junto ao MPF, na íntegra abaixo:

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