Mapa mostra food parks mais perto de você: moda leva diversidade e gastronomia a bairros da RMR

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Pequenos “shoppings gastronômicos” se multiplicam no Recife, Olinda e Jaboatão dos Guararapes e caem no gosto da população

 

Carrinhos e barraquinhas de cachorro-quente, pamonha, churros ou pipoca já dominam o Grande Recife há décadas, mas seguindo a moda dos food trucks (carros e trailers requintados que oferecem comidas variadas), os food parks se multiplicam a cada mês na Região Metropolitana do Recife, oferecendo da culinária japonesa à vegana, concentrando diversas opções em um mesmo espaço. O segredo está em juntar a força desses “trucks” em um só lugar, como uma praça de alimentação, sem a necessidade de dirigir-se a shoppings – ou pagar estacionamento.

Como ainda não existe uma lei que regulamente food trucks e food bikes, empreendedores buscam espaços privados para atuar, em terrenos particulares. Segundo o analista de atendimento individual do Sebrae PE, Danilo Lopez, os aluguéis variam entre R$ 1,2 mil e R$ 2,5 mil. “Já que não existe ainda uma regulamentação, que está prevista para sair a qualquer momento, o que os empreendedores buscam são parcerias privadas para saírem das vias públicas. Nesse caso, vai depender do dono do espaço decidir se os gastos com água e luz serão divididos igualmente entre os ‘inquilinos’ ou se será feita uma divisão proporcional”, explica o analista.

Carlos Roberto / Divulgação

Outra grande dificuldade, devido à falta de regulamentação é o alvará de funcionamento, que a maioria acaba tendo que solicitar na categoria de restaurantes e lanchonetes. “O ramo da alimentação é um que nunca morre. E se isso acontecer, vai ser por conta da administração dos próprios empreendedores”, comenta, sobre vulnerabilidades do negócio, a exemplo da decisão de alguns food parks não funcionarem aos domingos, quando a procura por fast food aumenta. “O que muito empreendedores não entendem é que é preciso abrir mão de algumas coisas para ter um melhor lucro. O funcionamento no domingo traz um aumento de cerca de 25% nas vendas. Porcentagem que não existe em dias como as segundas-feiras. Outro fato, como a contratação de um contador, ajuda a fiscalizar esses lucros”, explica Danilo.

Casos de sucesso já são numerosos no Grande Recife, a exemplo do Prensadão, em Jaboatão dos Guararapes. Antes um food truck de mesmo nome, que funciona até hoje, em Candeias, o negócio já chegou a abrigar 5 ramos alimentícios diferentes. A ascensão foi rápida. Em abril de 2015, o engenheiro Carlos Roberto Silva, então há oito meses desempregado após ser desligado do Complexo de Suape, decidiu investir no cachorro-quente prensado, feito na chapa, que caiu no gosto da vizinhança. Em 2016, depois de ter outros dois endereços fixos, o Prensadão saiu das vias públicas, ganhou terreno próprio e abre espaço para outros trailers e para anúncios publicitários. 

No local, antes um terreno baldio, um toldo protege clientes da chuva, há mesas e cadeiras próprias e ainda há espaço para estacionamento, que é gratuito. O proprietário agora ganha a partir do produto e também do aluguel do espaço para seus “inquilinos”, mas não esquece de fazer o lanche ser uma experiência gastronômica, com prensados que contam com alcatra, charque e até coração de galinha.

“No food truck, geralmente o cliente vai até o carrinho e faz o pedido. Aqui eu vou até eles, ofereço cardápio, sugestão, entrego os lanches na mesa. Tudo isso faz diferença para que o cliente volte”, comenta.

preço médio do aluguel de terrenos

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aumento nas vendas por funcionar aos Domingos

Eduarda Bagesteiro

Eduarda Bagesteiro

Repórter

Eduarda é estudante da Universidade Católica de Pernambuco e estagiária do Diario desde março. Escreve para o projeto CuriosaMente – e, taurina, sente um prazer extra quando a pauta envolve comida…

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