Ex-escravas sexuais, mulheres viram soldadas e enfrentam Estado Islâmico

Kurdish YPG Fighters/ Flickr

Centenas de ex-escrevas sexuais viraram soldadas e estão na linha de frente na luta contra o Estado Islâmico. A história de vida delas será contada no documentário “Guns, Girls and ISIS (“Armas, garotas e EI”) da BBC. Calcula-se que ainda 3,5 mil estejam sob o poder do grupo extremista. Milhares de mulheres haviam sido vendidas e outros milhares, mortas. O massacre aconteceu no norte do Iraque, na cidade de Sinjar.

Atualmente, fazendo parte de um batalhão completamente feminino composto pelas ex-prisioneiras, o sentimento de vingança é imenso em todas. “Vamos matar milhares de soldados do EI e impedir que eles entrem no paraíso”, diz a capitã Khatoon Khider, fazendo referência á crença que os militantes do EI possuem de que, se forem portos por uma mulher, não terão acesso ao paraíso.

Apesar do cenário adverso, a maioria das meninas do batalhão tem 20 anos e fazem selfies, usam maquiagem e ouvem música, como qualquer grupo de jovens. “Nunca quisemos fazer mal a ninguém”, diz Khider. “Mas agora não temos outra escolha a não ser matá-los”. Em entrevista ao documentário da BBC, as integrantes contaram ter visto mães sendo assassinas, bebês sendo mutilados, meninas de 9 anos sendo estupradas e amigas que suicidaram para escapar dos abusos. Algumas ficaram tão traumatizadas que mal conseguem falar sobre o assunto.

A caminho da batalha, uma das meninas diz: “Estou muito feliz. É como se eu estivesse indo para um casamento”. Outra, completa: “Não quero matar só um soldado, quero matar milhares. E mesmo que eu mate milhares, não vai ser o bastante”. As mulheres fazem parte do exército Peshmerga, resistência iraquiana conta o Estado Islâmico.

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