Adolescentes que começam a beber com os pais evitam excessos, diz estudo

Universidade da Nova Gales do Sul / Reprodução

Crianças e adolescentes que consomem bebidas alcoólicas com seus pais são muito menos propensos a beber em excesso, segundo um estudo da Universidade de Nova Gales do Sul, na Austrália.

O estudo de quatro anos, que contou com quase 2 mil crianças e seus pais, mostrou que os adolescentes, cujo os pais apresentaram bebidas alcoólicas, tinham duas vezes mais probabilidade de continuar consumindo álcool, durante o ano seguinte.
Outro dado aponta que os jovens que começaram a consumir álcool através de outros meios ou pessoas, eram três vezes mais predispostos a serem alcoólatras. Além de serem menos propensos a desenvolverem outros distúrbios, como por exemplo compulsão alimentar, aqueles que começaram a consumir álcool com seus pais também bebem menos, comparados aos que começaram a beber com amigos ou outras fontes.

O estudo foi motivado pelo interesse no “modelo europeu” de introdução de crianças ao álcool – onde as crianças iniciam o consumo desde muito cedo. O professor Richard Mattick, um dos principais autores do estudo publicado na revista britânica Psychological Medicine, diz que algumas pessoas acreditam que o modelo europeu é mais prejudicial do que protetor.

“Há uma linha de pesquisa indicando que o cérebro adolescente ainda está se desenvolvendo no início dos 20 anos, e o álcool pode interferir este desenvolvimento. Mas também sabemos que os pais querem fazer a coisa certa por seus filhos, e temos encontrado evidências informais de que as crianças introduzidas ao álcool por seus pais, como é comum em algumas culturas europeias, podem ser menos propensos a desenvolver problemas com álcool”, explica Mattick para o portal Medical Xpress.

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