Calcinha “anti estupro” só pode ser tirada pela usuária

ARwear/Divulgação

Uma calcinha que só pode ser retirada do corpo pela própria usuária foi desenvolvida na intenção de impedir estupros, dificultando o crime e prolongando o tempo para a chegada de socorro. Nas últimas semanas, milhares de dólares foram doados para o projeto gerando uma grande polêmica nos Estados Unidos. A calcinha é feita de um tecido altamente resistente que não pode ser rasgado, nem cortado por lâminas ou tesouras.

Para retirar a peça, é necessário memorizar o segredo que foi colocado. A linha inclui itens de vestuário esportivo que se adequam ao corpo como calcinhas comuns, de fato. Chamado de AR Wear (as inciais são para ‘anti-estupro’ do inglês), o projeto foi apresentado o Indiegogo, site em que empreendedores lançam seus negócios para buscar um financiamento coletivo. A AR Wear já levantou mais de US$ 40 mil (equivalente a R$ 92 mil) e muitas críticas.

 

ARwear/Divulgação

Milhares de mulheres afirmam que a ideia sugere que a mulher é parcialmente responsável, como se as mulheres não recusassem o ato com clareza. Na web, a internauta Louise Pennington afirma que estupradores sabem o que não é consentido e que homens não são burros a ponto de não entender quando a mulher não quer. Por outro lado, a AR Wear é clara na defesa do produto. “O único responsável pelo estupro é o estuprador. O produto só oferece mais uma ferramente de defesa”, rebate. Para o Daily Mail, algumas mulheres comparam a nova calcinha a um “cinto de castidade”. A previsão é que as primeiras peças sejam lançadas em julho de 2017.

NO BRASIL

Levantamento do Ipea, feito com base nos dados de 2011 do Sistema de Informações de Agravo de Notificação do Ministério da Saúde (Sinan), mostrou que 70% das vítimas de estupro no Brasil são crianças e adolescentes.

De acordo com os dados mais recentes, a cada 11 minutos uma mulher é estuprada no Brasil. São 130 mulheres estupradas todos os dias. (Esses são dados notificados. Pesquisas mostram que apenas 10% das mulheres estupradas e violentadas tem coragem de denunciar).

Em Pernambuco, são registarados 20,2 estupros a cada 100 mil habitantes, segundo dados do décimo anuario brasileiro de segurança pública.

 

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