Modo restrição do YouTube está escondendo vídeos LGBTQ+

YouTube/Reprodução

A hashtag #YouTubeIsOverParty foi uma das mais usadas do dia 19 de março de 2017. Ela surgiu quando alguns YouTubers começaram a perceber que o filtro de conteúdo inapropriado do site estava colocando vídeos com temáticas LGBTQ+ em modo restrito. Alguns influenciadores como Rowan Ellis, NeonFiona e Tyler Oakley usaram o Twitter para expressar decepção com o que consideraram ser um preconceito da maior rede de vídeos do mundo. Um porta-voz declarou que o modo de restrição era uma ferramenta opcional usada por uma parcela muito pequena de usuários. “Se essa opção for selecionada, assuntos relacionados a saúde, política e sexualidade podem não aparecer”, explicou.

Pelo Twitter, Tyler Oakley declarou que estava chocado e fez um pedido a mais de cinco milhões de seguidores: “Até que escutemos alguma coisa do YouTube, por favor cheque todos os criadores LGBTQ+ que você segue e continue a apoiar o conteúdo deles”. Ainda no dia 19, a conta dos criadores do YouTube respondeu ao uso da hashtag dizendo que apenas conteúdos maduros deveriam ser restringidos. “A ideia do modo restrito é filtrar conteúdo para a pequena quantidade de pessoas que querem uma experiência mais limitada. Vídeos LGBTQ+ estão disponíveis no modo restrito, mas vídeos que discutem tópicos mais sensíveis podem não estar. Nós pedimos desculpas por qualquer confusão e estamos analisando todas as suas preocupações”, declarou.

O YouTube também afirmou, via Twitter, que tem muito orgulho em representar a voz LGBTQ+ e que a comunidade tem sido uma parte importante na rede. Porém, muitos outros usuários perceberam que alguns vídeos escondidos pelo modo de restrição não pareciam ter nada claramente objetável, de acordo com o jornal britânico The Guardian. Algumas listas de top 10 aleatórias estão escondidas e muitos clipes de artistas como Taylor Swift, Katy Perry e Miley Cyrus também foram restringidos.

Essa observação fez com que as pessoas suspeitassem que há um erro no algoritmo dessa ferramenta, que precisa ser ativada conscientemente para funcionar. Em um vídeo feito pelo próprio YouTube, em 2015, para explicar a funcionalidade do modo de restrição, é possível ver que a opção serve como uma forma de país terem controle do que os filhos assistem, mas que o sistema não é 100% exato.

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