Aposentado percorre 24 mil km e dá a volta ao mundo a pé

Sergei Lukianov/Facebook

O aposentado russo de 60 anos, Serguêi Lukianov saiu de São Petersburgo há 22 meses para percorrer cerca de 24 mil quilômetros a pé. Para muitos, parecia uma missão impossível, mas no dia 4 de fevereiro de 2017, Serguêi mostrou o contrário.

Ele já está de volta em sua cidade natal e muitos fãs que acompanharam sua trajetória levantaram o debate de se é normal que um senhor de 60 anos consiga sobreviver de coca-cola e miojo com leite condensado enquanto percorre grandes distâncias. Apesar de toda dificuldade, Serguêi ficou conhecido pela mídia local como o “Forrest Gump russo”.

“Em toda a minha vida, eu jamais tinha feito algo assim antes de embarcar nessa viagem. Eu estava confiante de que chegaria ao fim, isso é tudo” disse Serguêi, de acordo com o portal de notícias do G1.

Ele saiu de casa no dia 1º de abril de 2015 e acredita que visitou cerca de 20 países. A velocidade da caminhada dependeu, em grande parte, dos vistos. Ele teve que atravessar o Vietnã em duas semanas e tinha apenas três dias em Cingapura.

“Por exemplo, cheguei à fronteira chinesa, onde acreditava ter um posto de controle, mas, ao me aproximar, descobri que o posto era apenas para cidadãos chineses e vietnamitas. Todos os demais deveriam seguir para outro posto diferente, a 480 quilômetros de distância dali. Meu visto já tinha expirado, mas tive que fazer um desvio e acabei pagando uma multa”, explicou.

Para ajudar, amigos de Serguêi criaram um centro de coordenação. Um deles, Mikhail Sokolovski, durante os 22 meses da aventura, enviou instruções e buscou pessoas que pudessem encontrar o aposentado e abrigá-lo por uma noite.

Dinheiro e alimentação também foram grandes desafios na empreitada do senhor de 60 anos. Por ser aposentado, Serguêi tinha que viver apenas com sua pensão. Enquanto na China, uma noite em um quarto custava cerca de US$ 6 (equivalente a R$ 19), na Inglaterra chegava a US$50 (equivalente a R$ 150). Por isso, Serguêi chegou a dormir em parques e aeroportos para economizar o dinheiro da estadia.

Para se alimentar, ele dependeu de Coca-Cola e Miojo. “Eu mudava de cidade todos os dias e, como a água é diferente em todos os lugares, leva cerca de uma semana para o corpo se acostumar. Para evitar diarreia, eu bebia muita Coca-Cola, que é igual em qualquer lugar. Além disso, uma lata de Coca tem oito colheres de açúcar, o que me dava ernegia suficiente para quase 5 km”, contou.

Ele também usava a Coca-Cola para preparar o macarrão instantâneo, que levava cerca de uma hora para amolecer. Com essa dieta, o russo perdeu cerca de 14 quilos em sua viagem.

Ao chegar na América do Sul, depois de um ano de viagem, ele foi abordado por pessoas amarmadas com pistolas e facas. Os ladrões levaram a mala, seus cartões de banco e seu telefone, que continha todas as fotografias tiradas no trajeto. “Tive que ficar em um amigo em Buenos Aires e esperar que me enviasse todas as coisas que precisava. Perdi três semanas lá.” Serguêi queria ir ao Rio de Janeiro, que ele considerava a cidade dos sonhos, para ver a cerimônia de abertuda do jogos Olímpicos, mas acabou chegando dois dias após o evento.

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